O que é a etiqueta energética (e o que não é)
A etiqueta energética é aquela barra com classes de A a G que ordena a eficiência de um produto, do verde (mais eficiente) ao vermelho, para o cliente comparar consumos antes de comprar. O quadro que a torna obrigatória é o Regulamento (UE) 2017/1369, com um regulamento específico para cada grupo de produtos.
Convém arrumar logo uma confusão frequente: a etiqueta energética não é o certificado energético das casas. São regimes diferentes, com entidades distintas. Aqui falamos apenas dos produtos que vendes, não de imóveis.
Desde 1 de março de 2021 a escala foi reescalada: as classes A+++, A++ e A+ desapareceram e voltámos a um A a G mais exigente para frigoríficos, máquinas de lavar, lava-loiças e ecrãs. Nas lâmpadas, a mudança chegou a 1 de setembro de 2021. Se ainda mostras uma etiqueta antiga, está desatualizada.
Que produtos da tua loja precisam de etiqueta
A regra é simples: se vendes algum destes produtos, tens de o etiquetar. Os grupos abrangidos cobrem o grosso de uma loja de eletrónica e casa.
- Frio e lavagem: frigoríficos, congeladores, garrafeiras, máquinas de lavar roupa, lava-e-seca e máquinas de lavar loiça.
- Imagem e iluminação: televisores e outros ecrãs eletrónicos, lâmpadas e fontes de luz.
- Climatização e água: ar condicionado, fornos, exaustores e aquecedores de água.
- Outros: pneus e, desde 20 de junho de 2025, os telemóveis e tablets (até 17,4 polegadas), por força do Regulamento Delegado (UE) 2023/1669, que junta à classe de energia uma classe de reparabilidade de A a E.
A obrigação aplica-se ao modelo, não à categoria genérica. Na dúvida sobre um produto, confirma com o fornecedor se aquele modelo está abrangido.

Onde vais buscar a etiqueta certa: o EPREL
Não tens de desenhar nada nem de fotografar a etiqueta. Cada modelo regulado está registado no EPREL, a base de dados europeia onde podes descarregar gratuitamente a imagem da etiqueta e a respetiva ficha de informação do produto, em PDF.
O caminho mais rápido começa no fornecedor: ele é obrigado a dar-te o número de registo EPREL do modelo. Com esse número, encontras o produto na parte pública do EPREL e tiras de lá os ficheiros oficiais. É também esse registo que alimenta o código QR da etiqueta, que leva o cliente à ficha do produto.
Usa sempre o ficheiro do EPREL, nunca uma captura de ecrã ou uma versão antiga guardada. Assim garantes que a etiqueta corresponde ao modelo exato e à escala em vigor.

Como mostrar a etiqueta na loja online
Aqui está a parte que distingue a venda online da loja física, e onde mais lojas falham. A etiqueta e a ficha de informação têm de aparecer no ecrã junto ao preço, não escondidas no fundo da página nem só num separador de anexos. As regras são concretas:
- Proximidade do preço: a seta da classe fica visível perto do preço, nas páginas onde o produto aparece com preço (página de produto, listagens e cesto).
- Tamanho: o tamanho de letra da seta deve ser igual ao do preço. Uma setinha minúscula ao lado de um preço grande não cumpre.
- Etiqueta completa disponível: podes mostrar a etiqueta inteira ou só a seta da classe num formato compacto, desde que um clique ou o rato sobre a seta revele a etiqueta completa, com a cor certa e a gama A a G. É o chamado formato encadeado, ou nested.
- Ficha do produto: a ficha de informação tem de estar acessível ao cliente no mesmo contexto.
Por outras palavras, não basta ter o ficheiro algures no site: tem de estar onde o cliente decide a compra, com o destaque que a lei pede.

O que a ASAE verifica (e as coimas)
Em Portugal, a DGEG acompanha e controla estas regras, mas é a ASAE que fiscaliza, instaura processos e aplica coimas, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 12/2011. Numa inspeção, o que está em causa é direto: existe etiqueta, corresponde ao modelo, está junto ao preço e a ficha está acessível.
O valor não é simbólico. As coimas variam consoante o tipo de infrator e a gravidade, e situam-se entre 650 € e 44.891,81 €. Uma etiqueta em falta numa página muito vista pode custar bem mais do que o tempo que demoraria a colocá-la, e ainda tira ao cliente a classe energética que o ajuda a decidir.
O que muda no Google Shopping
A etiqueta deixou de ser só um tema da página de produto. Se vendes um produto abrangido, o Google Shopping pode mostrar a classe energética no próprio card do produto, ao lado do preço e da imagem.

Para isso, o essencial é ligar cada produto ao registo EPREL certo no Merchant Center. Quando a loja, o feed e o registo oficial dizem a mesma classe, a Google recebe sinais coerentes e mostra a informação correta. Não precisas de decorar nomes de campos: precisas do produto certo, com o código EPREL certo, e da mesma classe em todos os canais. Na Shopkit isto é automático: com o EPREL do produto sincronizado, a classe energética segue no feed do Google Shopping por ti, sem trabalho manual (basta teres o canal Google Shopping ativo).
Como a Shopkit te ajuda a mostrar a etiqueta
Na Shopkit não fazes isto à mão. Na ficha de cada produto ativas a certificação energética, escolhes o grupo de produto aplicável e pesquisas o modelo por marca, nome ou número de registo EPREL.

A Shopkit vai à base oficial do EPREL e traz a classe, a escala, a etiqueta e a ficha técnica oficiais, que ficam sincronizadas com o registo. Se a classe do modelo mudar, voltas a sincronizar e a loja fica atualizada, sem descarregares nem colares ficheiros um a um.
Com muito catálogo, isto escala melhor, sobretudo se já importas produtos por CSV ou Excel. É a mesma lógica de manter a loja em dia com a restante legislação para abrir uma loja online.
